quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A obrigatoriedade e a importância do uso do Arla 32


A poluição gerada pelo Brasil preocupa, o país passou a poluir mais nos últimos anos pela queima de combustível fóssil (gasolina, óleo diesel, gás natural e carvão mineral) que gera altos índices de poluição atmosférica, que antes era atribuída em grande parte ao desmatamento e as emissões industriais. A poluição é um mal cada vez mais presente nas grandes cidades, principalmente nas que contém grandes frotas de veículos e indústrias incansáveis como São Paulo.


O desmatamento da Amazônia pode ter diminuído nos últimos anos, mas a frota de veículos só cresce, resultado dos incentivos do governo, como por exemplo a redução do IPI. Não é mais tão incomum encontrar uma casa com mais de dois carros na garagem.

Os carros e caminhões passaram de “coadjuvantes” á “protagonistas” desta história. Se levarmos em consideração o nível de consciência de quem utiliza diariamente carros e caminhões estaremos perdidos, o rodízio já não basta para o trânsito ou para a poluição. 
Nem mesmo a lei que determina que caminhões utilizem o ARLA32 (Aditivo que transforma o nitrogênio emitido em nitrogênio e água e elimina grande parte da poluição provida do escapamento dos caminhões) vem sendo respeitada. São usados 5L de ARLA32 para cada 100L de Diesel, e o seu custo varia de estado para estado e de comércio para comércio chegando de R$ 40,00 a R$ 100,00 por embalagens de 10 ou 20 litros fazendo assim com que os caminhoneiros burlem a lei utilizando Água no lugar do aditivo ou um chip que engana o sistema criado pelos fabricantes que consiste na redução da potência do motor se o caminhão não for abastecido com o ARLA, este chip é ilegalmente comercializado em algumas partes do país, com um preço que varia de R$ 2.000 a R$ 3.000.

“Veículos diesel pesados representam menos de 10% da frota, mas eles, no seu conjunto, emitem 50% da poluição. Portanto, se eu tiver veículos diesel que emitam menos, eu resolvo a poluição do Brasil pela metade. Taí um bom negócio”, avalia Paulo Saldiva, professor de medicina da USP em entrevista exibida no Fantástico. A poluição atmosférica está associada não só aos efeitos climáticos mas a diversas doenças respiratórias além de infarto do miocárdio e câncer de pulmão.

Na capital são mais de 190 mil caminhões, grande parte desses caminhões vem de outras cidades e só passam por São Paulo, jogando aquela fumaça preta que vai direto para o pulmão. Especialistas afirmam que os caminhões tendem a soltar mais fumaça na primeira partida do dia, daí em diante tendem a soltar menos fumaça, mas sendo ela escurecida não é normal. A fiscalização destes veículos fica por conta da inspeção veicular.